No Mundo da Estratégia

Blog dedicado ao estudo das escolas do pensamento estratégico. Dê a sua opinião. Participe!

28.6.09

AULA 1

1ª Aula – 27/06/09

CONSIDERAÇÕES GERAIS:

No dia 27/06/2009, a turma conheceu o professor Cova e iniciamos a disciplina de Gestão Estratégica de Negócios e do Conhecimento, do curso MBA de Gestão Estratégica, na UFF - RJ. O grupo foi orientado a elaborar um blog como ferramenta de trabalho, com o objetivo de registrar os encontros semanais, contendo resumo do conteúdo explorado durante as aulas, bem como todo resultado das pesquisas realizadas como necessidade de aprofundamento dos tópicos mais relevantes.

Nesta primeira etapa o professor usou como metodologia: aulas expositivas com utilização de projetor.
Referência bibliográfica: Livro Safári de estratégia e apostila do professor.
O livro Safári de Estratégia foi indicado como referência para que possamos conhecer mais sobre as principais escolas do pensamento estratégico. Com a leitura do livro pode-se conhecer mais sobre a história e sobre a origem do conhecimento de estratégia (epistemologia), bem como aprofundar no conhecimento em estratégia em si e suas aplicações no mundo dos negócios (ontologia).
 

INTRODUÇÃO AO MUNDO DA ESTRATÉGIA
 
Em geral, encontramos diversas definições para a palavra estratégia, que está sendo comumente utilizada pelos gerentes de organização como sendo um dos pontos mais importantes de uma administração. Porém para se definir a palavra estratégia é necessário segundo Mintzberg cinco definições básica, o que ele chamou dos 5 P’s para estratégia:
1 – Estratégia é um PLANO (Plan): A estratégia pode ser considerada planejamento, ou seja, um plano, tipo de curso de ação conscientemente engendrado, uma diretriz para lidar com determinada situação. Suas principais características são: preparadas previamente às ações para as quais se aplicam e  definidas consciente e deliberadamente. Podem ser genéricas ou específicas.
2- Estratégia é um PADRÃO (Pattern): A estratégia como padrão, ou modelo, é o que permite manter a coerência ao longo do tempo, é consistência no comportamento, quer seja pretendida ou não. Não basta apenas planejar a estratégia, é preciso criar padrões de ação, um comportamento resultante desse planejamento. Assim, Mintzberg afirma que as organizações planejam o futuro e procuram modelos no passado, o que se pode completar sugerindo: para agir no futuro.
3- Estratégia é uma POSIÇÃO (Position): Essa definição vai ao encontro dos conceitos de Porter. É o lugar escolhido para inserir a organização no “ambiente”, eleger um nicho, um posicionamento.
4- Estratégia é uma PERSPECTIVA (Perspective): Olha para dentro da organização, dentro da cabeça dos estrategistas. Assim, seu conteúdo não consiste apenas numa posição escolhida, mas na sua maneira de ver o mundo, é um conceito e é compartilhado.
5- Estratégia é uma ARTIMANHA (Ploy): a estratégia pode ser um pretexto, isto é, uma manobra específica para enganar o concorrente ou competidor.
Quando se trata de planejamento estratégico Mintzberg diz que “para compreender o todo também precisamos compreender as partes”, e com isso ele compara a formulação de estratégia a um elefante e nós à cegos que tentam definir esse grandioso animal apenas tocando algumas partes de seu corpo. Baseando-se nisso Mintzberg estuda a formulação de estratégia em dez partes que ele chama de escolas de pensamento.
Quando se trata de planejamento estratégico Mintzberg diz que “para compreender o todo também precisamos compreender as partes”, e com isso ele compara a formulação de estratégia à um elefante e nós à cegos que tentam definir esse grandioso animal apenas tocando algumas partes de seu corpo. Baseando-se nisso Mintzberg estuda a formulação de estratégia em dez partes que ele chama de Escolas de pensamento.

 Tabela 1
 
ESCOLA DO DESIGN
Surgiu nos anos 60 e serviu como base para construção das outras nove escolas do pensamento estratégico, por isso é considerada a mais influente no processo de formulação de estratégia. Seu modelo mais simples busca atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas (Mintzberg. Safári da Estratégia) se utilizando da ferramenta Análise de SWOT.
PREMISSAS DA ESCOLA DO DESIGN
1 – A formulação da estratégia é um processo deliberado. Em outras palavras a criação da estratégia vem do conhecimento adquirido no decorrer do tempo, “é uma aptidão não natural ou intuitiva”, como definido por Mintzberg.
2 – O controle e essa percepção são responsabilidade do executivo principal, caracterizado como o estrategista. Esta premissa concentra as importantes decisões na alta administração, excluindo os atores externos do processo, reforçando assim o centralismo e personalismo presente nessa escola.
3 – Formação da estratégia é simples e informal, este conceito é fundamental para se garantira premissa anterior, controle da estratégia por uma só mente.
4 – Estratégias únicas para situações específicas. Em conseqüência disso essa escola se concentra no processo de desenvolvimento das estratégias e não no conteúdo das mesmas.
5 – Finalização do processo se dá quando a estratégia se mostra formulada. Essa estratégia aparece como perspectiva, em algum ponto do tempo, completamente formulada, pronta para ser implementada.
6 – Estratégias devem ser explícitas de forma que os outros membros da organização possam compreendê-las e executá-las, dessa forma há a negação da complexidade que favorece a inflexibilidade.
7 – Primeiro formule seguindo as premissas anteriores e depois implemente. A formulação da estratégia e sua implementação acontecem em momentos distintos, distanciando o AGIR DO PENSAR.
 CRÍTICAS
Uma das primeiras críticas feitas é quanto ao processo de formulação, avaliação de pontos fortes e fracos, que nesta escola é feito através de considerações, avaliações e julgamentos. Mintzberg diz que nenhuma organização pode estar completamente certa sobre seus pontos fortes e fracos através de meras suposições, e estas definições devem partir de experiências vividas pelas organizações.
Em seguida Mintzberg crítica a inflexibilidade causada ao se gerar uma estratégia explícita. Estratégicas explícitas lhe fornecem uma segurança momentânea ao focalizarem uma direção, porém, podem causar empecilhos para uma suposta mudança estratégica repentina, trazendo uma insegurança no futuro.
Como última crítica, porém não menos importante, é a separação entre formulação e implementação.  Esta separação entre o pensar e o executar causa uma inflexibilidade muito requerida na atual realidade, podendo ser muito prejudicial às organizações, pois retira a percepção de outros fatores não contemplados da estratégia adotada.
criado por mbauff    14:16:48 — Arquivado em: Conteúdo — Tags:, , , ,

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